quarta-feira, 17 de abril de 2019

Alguns escritores brasileiros aniversariantes do mês de abril


ESCRITORES - ANIVERSARIANTES / MÊS DE ABRIL

ALUÍZIO DE AZEVEDO 

(14/04/1857 [São Luís]- 21/01/1913[Buenos Aires])

Considerado o pioneiro do naturalismo no Brasil

Obras:
Uma Lágrima de mulher (1880);
O Mulato (provocou escândalo na época de seu lançamento);
Casa de pensão (consagração);
O Cortiço (obra mais importante);
Condessa Vésper;
Girândola de amores;
Filomena Borges;
O Coruja;
O homem;
O Esqueleto;
A Mortalha de Alzira;
O Livro de uma sogra;

Fundador da cadeira n. 4 da Academia Brasileira de Letras.

Ao entrar para a carreira diplomática abandonou a produção literária.

Faleceu em Buenos Aires.

                                  
                 
MANUEL BANDEIRA


(19/04/1886 - 13/10/1968)

1912 - Escreve seus primeiros versos livres;

1913  - Embarca para o sanatório de Clavadel (Suíça), a fim de se tratar de uma  tuberculose. Em virtude da eclosão da Primeira Guerra Mundial volta ao Brasil. Conhece lá Paul Éluard e Gala (que  casaria depois com Salvador Dali);

1917 - Cinza das horas (edição de 200 exemplares custeadas pelo autor)

1919 - Carnaval (desperta entusiasmo entre os modernistas);

1921 - Conhece Mário de Andrade numa reunião na casa de Ronald de Carvalho no Rio de Janeiro;

Na Semana de Arte Moderna Ronald de Carvalho lê o poema "Os Sapos" do livro Carnaval.

1924 - Poesias ( reune  A cinza das horas e Carnaval)
           Ritmo dissoluto;

Colabora com crônicas semanais no Diário Nacional de São Paulo e na Revista de Antropofagia;

1930 - Libertinagem;

1936 - Estrela da manhã;
           Crônicas da província do Brasil;

1937 -  "Prêmio da Sociedade Felipe de Oliveira" pelo conjunto da 
            obra.
             Poesias escolhidas;
            Antologia dos poetas brasileiros da fase Romântica;

1938 - Antologia dos poetas brasileiros da fase parnasiana;
            Guia de Ouro Preto;

1940 - Eleito para Academia Brasileira de Letras;
            Poesias completas;
           Noções de história das literaturas;

1946 - Apresentação da poesia brasileira;
            Antologia dos poetas brasileiros bissextos  contemporâneos; 

1949 - Literatura  Hispano americana;

1951 - Opus 10;

1954 - Itinerário de Pasárgada;

1958 - De poetas e de poesias;
           Gonçalves Dias (Coleção Nossos Clássicos);

1966 - Comemoração de seus 80 anos;
            Estrela da vida inteira;
            Andorinha, Andorinha.

                              

LYGIA FAGUNDES TELLES
(19/04/1923 [São Paulo] - )

1931 - Escreve nas últimas páginas de seus cadernos escolares as histórias que irá contar nas rodas domésticas;

1938 - Porão e sobrado  (Contos) - edição paga pelo pai.
1944 - Praia viva;
1941 - O cacto vermelho;
1952 - Ciranda de pedra;
1962 - Verão no aquário;
            As meninas;
1964 - Histórias escolhidas;
           O Jardim selavagem;
1970 - Antes do baile (Prêmio Internacional Feminino para estrangeiros, na França);
1973 - As Meninas (Todos os prêmios literários importantes no país - Coelho Neto(ABL) e
                 Jabuti (CBL);
1977 - Seminário de ratos;
1991 - A Estrutura da bolha de sabão;
1982 - Eleita para Academia Paulista de Letras;
1985 - Eleita para Academia Brasileira de Letras;
1989 - As Horas nuas(Comenda Português Dom Infante Santo);

1990 - Seu filho Godoffredo Neto, realiza o documentário "Narrarte" sobre sua vida e obra;

1995 - A Noite escura e mais eu (melhor livro de contos pela Biblioteca Nacional e Prêmio Jabuti);

1996 - Estréia do filme "As Meninas" baseado em seu romance;

2001 - Invenção e memória ("Prêmio Jabuti" categoria ficção;
           Título de "Doutora Honoris Causa" pela UNB;

2005 - "Prêmio Camões" (O mais importante da literatura em língua portuguesa)
  

                                             

MONTEIRO LOBATO

Nasceu na cidade de Taubaté, interior de São Paulo no ano de 1882;

Precursor da literatura infantil no Brasil;

Primeiros contos foram publicados em jornais e revistas e reunidos posteriormente em Urupês.

Tornou-se editor numa época em que os livros brasileiros eram editados em Paris e Lisboa.

Dedicou-se a um estilo de escrita com linguagem simples e cheia de fantasia;

Personagens mais conhecidas  da obra O Sítio do Pica Pau amarelo:

 Emília - uma boneca de pano com sentimentos e idéias independentes;
Pedrinho;
Visconde de Sabugosa (espiga de milho que tem atitudes de adulto);
Saci Pererê;

Escreveu outras obras infantis:

A Menina do nariz arrebitado;
Fábulas do marquês de rabicó;
Reinações de narizinho;
Emília no país da gramática;
Memórias da Emília;
........

Algumas  obras para adultos:

O Presidente Negro
Negrinha;
O Choque das raças;
A Barca de Gleyre;
Cartas de amor;
Escândalo do Petróleo (demonstra nacionalismo posicionando-se favorável a exploração do Petróleo apenas por empresas brasileiras,

Morreu no ano de 1948.





quarta-feira, 3 de abril de 2019

Curiosidades Literárias


  Literatura dos Povos Indígenas
Resultado de imagem para imagens de literatura dos povos indigenas
A literatura indígena é marcada pela tradição de uma narrativa com fortes traços da oralidade, ampliada por sistemas de representação por meio dos grafismos, que constituem uma narrativa outra, que difere do conceito estrito da palavra impressa.  Os grafismos indígenas são narrativas de histórias e informações com uma linguagem e leitura própria, portanto devem ser valorizados na sua especificidade.
Resultado de imagem para imagens de literatura dos povos indigenas

Cada povo indígena tem sua própria maneira de interpretar suas pinturas e grafismos, um exemplo disso, é o povo Kaingáng que usa essas pinturas nas cerimônias e rituais, nas comemorações de casamentos e também no ritual dos mortos. Esse povo usa o grafismo dividindo –o em duas grandes famílias ou metades, e estas marcas são chamadas de Rá, o Rá Téj que pertence à noite e à lua; e o Rá Ror que pertence ao sol ou dia; esses grafismos definem  a metade tribal à que o indígena, animais, plantas e objetos pertencem.


Resultado de imagem para imagens de literatura dos povos indigenas
Houve uma abertura de mercado para a literatura de origem indígena a partir dos anos 1990. Indígenas perceberam quando esta demanda começou e passaram a propor textos para as editoras comerciais. Antes disso – e até os dias de hoje – muitos livros foram publicados por instituições de apoio à causa indígena e por  não terem objetivos comerciais  ficam invisíveis. A novidade para essas leituras  era  escrever textos que tivessem um cunho educativo.A literatura dos povos indígenas é muito usada na contação de história, por quem as lê, pois elas trazem uma teia de possibilidades de gerar imagens, gestos, cores, magias, sons. Essas narrativas são  muito ricas em detalhes e em imaginação aproximando o universo indígena do não-indígena usando esse material como apoio pedagógico .



Confira uma seleção de obras escritas por autores índios e não índio


Eis aqui alguns exemplos :

A Terra sem Males: Mito guarani
O mito guarani de A Terra sem Males é o foco desta obra direcionada para o público infanto  juvenil. 
À simplicidade da narrativa somam-se a complexidade do mito e sua relevância 
na cultura guarani. O leitor 
não índio, possivelmente, construirá um diálogo de parte do mito com a narrativa bíblica do Dilúvio, mas a narrativa abre as portas para uma discussão sobre as especificidades 
da cultura desse povo. Informações que seguem 
a narrativa são acompanhadas por grafismos geométricos, 
que dialogam com formas de expressões indígenas. Questões diversas, como 
a história dos guarani, 
a resistência e diversidade indígena no Brasil, as migrações e a demarcação das terras podem ser aprofundadas, servindo como propostas 
para pesquisa.
A Terra sem Males: Mito guarani. São Paulo, Jakson de Alencar, Paulus, 2009 (Coleção Mistura Brasileira)
A Terra dos Mil Povos: História indígena do Brasil contada por um índio

Este foi o primeiro livro escrito por um autor indígena brasileiro que li e a obra me apresentou novas possibilidades de ver os índios na história e na literatura. 
O texto mostra o poder da palavra na tradição ancestral indígena, aponta a pluralidade de etnias, conta como os povos nativos leem o mundo, constroem suas identidades e suas relações com os não índios, revelam respeito pelo poder criador e pela terra. O livro é um relato individual e ancestral, mas muito mais que isso: trata-se de um convite para conhecermos a história tribal brasileira, a contribuição e presença dos povos indígenas no Brasil de hoje.
A Terra dos Mil Povos: História indígena do Brasil contada por um índio, de Kaka Werá Jecupé. São Paulo: Peirópolis, 1998 (Série Educação para a Paz)  
Câmera na Mão, o Guarani no Coração

Ler O Guarani, de José de Alencar, constitui desafio para muitos jovens. Contudo, o texto de Scliar pode promover o interesse pela leitura da obra de Alencar. Em uma linguagem contemporânea, o narrador conta, em primeira pessoa, como foi motivado à leitura de 
O Guarani para produzir um filme e concorrer a um prêmio. O que o leitor acompanha, porém, é a trajetória do personagem que vai aos poucos se transformando em leitor, não só de livros, mas de discursos, estereótipos, realidades sociais e contextos culturais. O personagem e seus amigos leem 
O Guarani e o leitor também 
o faz, enquanto todos aprendem a apreciar criticamente a construção do índio pela literatura 
do século XIX.
Câmera na Mão, o Guarani no Coração, de Moacyr Scliar. 2ª ed. São Paulo: Ática, 2008 
Kurumi Guaré no Coração da Amazônia

De autor amazonense, a obra narra aventuras infantis e descreve o povo maraguá. Além de acompanhar registros da memória do narrador, uma auto e cosmorrepresentação, e ensinamentos dos povos da floresta, o leitor pode observar a composição multimodal do texto e os símbolos maraguá. Grafismos indígenas constituem uma poética que traduz uma vontade política de expressão de identidade, contam histórias complementares e podem sinalizar a origem do texto na tradição ancestral. A compreensão da obra envolve uma leitura dos símbolos maraguá, do Glossário Nheengatú e de termos regionais amazônicos. Há um enredo nos desenhos da obra de Yamã que lança o leitor para uma rede de significados construídos na interação entre palavra e imagem.
Kurumi Guaré no Coração da Amazônia, de Yaguarê Yamã. São Paulo: FTD, 2007
Sepé Tiaraju: Romance dos Sete Povos das Missões

Há obras que buscam reconstruir, pela ficção, figuras indígenas heroicas. 
É o caso do romance que, narrado pela perspectiva 
de um jesuíta, em um vaivém da memória, destaca a resistência dos Sete Povos das Missões (RS) e de um dos líderes e guerreiros indígenas do Sul do Brasil, Sepé Tiaraju. No texto, Tiaraju é apresentado pela visão do colonizador, Michael, ou Padre Miguel. Seu olhar constrói o herói indígena e a história da colonização dos povos indígenas pela missão catequizadora dos jesuítas 
e pela política europeia. Documentos históricos, como os tratados de Tordesilhas e de Madrid, além de conflitos e migrações indígenas formam o contexto da obra.
Sepé Tiaraju: Romance dos Sete Povos das Missões, de Alcy Cheuiche. Porto Alegre: AGE, 2012 
O Karaíba: Uma história do pré-Brasil

No romance O Karaíba, Munduruku narra, em linguagem poética, a história de povos que viviam numa terra ainda não chamada Brasil, numa época na qual os índios não eram assim chamados. Não haviam sido colonizados, mas antecipavam mudanças vindas do contato com europeus. O texto nos apresenta essa terra como um personagem com um passado, com povos que vivem à sombra de uma profecia anunciada pelo velho Karaíba, de que 
“um grande monstro” viria 
e destruiria tudo. A obra preenche uma lacuna histórica e literária e apresenta costumes, crenças e leituras do mundo pela visão cultural indígena. Assim, constrói vozes para povos que não tiveram 
sua palavra registrada e enfrentaram a crueldade 
da colonização europeia 
e da escravidão.
O Karaíba: Uma história do pré-Brasil, de Daniel Munduruku. Barueri, SP.: Manole, 2010
Amazonas: Pátria da água = Water Heartland

Com prosa e poesia, Thiago de Mello traça sua gênese e conduz os leitores em uma viagem pela extensão do Rio Amazonas, percorrendo sua história e dos homens que nele navegaram: os índios que chegaram à Amazônia, as icamiabas, 
os exploradores e cronistas europeus e o poeta. Nesta edição bilíngue, que conta com as encantadoras fotografias de Luiz Cláudio Marigo, o poeta descreve com suavidade a beleza 
e a tristeza das águas, da floresta, das plantas e dos animais da Amazônia e trata de seus espíritos protetores, que tentam defender a floresta da ganância, do lucro, da caça predatória. 
O poeta retrata os cantos dos índios, suas angústias 
e sofrimentos, mas anuncia a esperança de que a vida ainda pode ser salva.
Amazonas: Pátria da água = Water Heartland. Textos e poemas, Thiago de Mello.  SP:  Boccato, 2007
Maíra

O entrelaçamento das culturas indígenas e europeias nunca esteve tão em evidência quanto neste romance de Darcy Ribeiro. Nele, o autor emprega seus conhecimentos para criar uma obra com esferas culturais e vozes narrativas que se cruzam: dos índios, dos não índios e dos seres sobrenaturais ou demiurgos. O texto revela o encontro de cosmogonias e o entrelugar cultural de Avá/Isaías, um índio mairum que se torna sacerdote cristão, 
e Alma, jovem carioca que vive com os índios. 
A história tem início com uma investigação policial, mas conduz à investigação das identidades culturais brasileiras, em uma narrativa cuja confluência de discursos é projetada 
no capítulo final. Vale a pena ler esta obra para apreciar seu caráter multicultural e literário.
Maíra, de Darcy Ribeiro. São Paulo: Global, 2014


terça-feira, 26 de março de 2019



Atividade Cultural

Sala de Leitura

Venha participar da nossa Sala de Leitura 


Tudo preparado com muito carinho e alegria , para realização da nossa roda de conversa:  

  Tema Atualidades 

  Data: 29/03/2019  às 19h30 







segunda-feira, 25 de março de 2019

Artigo de Opinião



Artigo de Opinião

               artigo de opinião é um tipo de texto dissertativo-argumentativo onde o autor tem a finalidade de apresentar determinado tema e seu ponto de vista, e por isso recebe esse nome.Possui as características de um texto jornalístico e tem como principal objetivo informar e persuadir o leitor sobre um assunto.Assim, a argumentação é o principal recurso retórico utilizado nos artigos de opinião, que surgem sobretudo, nos textos disseminados pelos meios de comunicação, seja na televisão, rádio, jornais ou revistas.Por esse motivo, esse tipo de texto geralmente aborda temas da atualidade, sendo muito pedido nos vestibulares e concursos públicos.
Principais Características
opinião
As principais características dos artigos de opinião são:
  • Uso da argumentação e persuasão
  • Textos escritos em primeira e terceira pessoa
  • Geralmente são assinados pelo autor
  • São produções veiculadas nos meios de comunicação
  • Possuem uma linguagem simples, objetiva e subjetiva
  • Escolha de temas da atualidade
  • Possuem títulos polêmicos e provocativos
  • Contém verbos no presente e no imperativo

Estrutura: Como fazer um artigo de opinião

Geralmente, os artigos de opinião seguem o padrão da estrutura dos textos dissertativos argumentativos:
  • Introdução (exposição): apresentação do tema que será discorrido durante o artigo.
  • Desenvolvimento (interpretação): momento em que a opinião e a argumentação são os principais recursos utilizados.
  • Conclusão (opinião): finalização do artigo com apresentação de possíveis  ideias para solucionar os problemas sobre o tema proposto.

sexta-feira, 22 de março de 2019

Dia Nacional da Poesia

Dia Nacional da Poesia

             O dia Nacional da Poesia era comemorado em 14 de março, no aniversário do poeta Castro Alves. A partir de 2015, essa data foi alterada para 31 de outubro.
         O dia 31 de outubro remete a data de nascimento de Carlos Drummond de Andrade , conhecido por ser um dos principais nomes da segunda geração do Modernismo brasileiro.
         Essa data além de homenagear os poetas em geral, também serve para lembrar da riqueza e importância cultural que a arte poética representa.


           Poesia é uma arte literária, e como arte, recria a realidade, tornando-a mais bonita, mais intensa e mais significativa.


MEMÓRIA

         
Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão.

Mas as coisas findas,
muito mais que lindas,
essas ficarão.
Carlos Drummond de Andrade